O segredo de Vitor

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Os vizinhos me perguntam: O que aconteceu com seu marido agora que chegou de Medjugorje ? Ele está irreconhecível ! Até a netinha de 7 anos, esperta como ninguém, tranca o vovô num quarto e pergunta com a maior seriedade: “Vovô, fala só para mim… o que há com você ? Você está doente ? Está diferente…”

Na refeição também tudo mudou. Vitor nunca tinha fome, não conseguia engolir nenhum alimento sólido, rejeitava o menor bocado, só tomava líquidos. Agora ? Eis que seu apetite voltou totalmente, ele devora de boca cheia tudo o que sua mulher, radiante, prepara para ele.

E ainda mais – e sobretudo – ele que até então vivia reclamando no isolamento de seu jardim, começa a oferecer-se para levar a mulher aqui ou ali, quando surge a ocasião: “se com isso ele puder ajudá-la”

Uma manhã, ao acordar, sua esposa Ginette, declara:

– Vitor, o que está acontecendo ? Antigamente, passávamos o dia brigando. Agora não falamos mais nada !

Dois anos antes, a família tinha sido sacudida, abalada, como que desarticulada em consequência de uma grande infelicidade. Um dos filhos de Vitor e Ginette, Guy de 30 anos, pai de uma menininha, morreu brutalmente num desastre.

Vitor explicou à sua mulher:

– Você se lembra, em Medjugorje, naquele último dia, quando vocês estavam no morro das aparições ? Eu, como de costume, estava atrás. De repente, vi subir da aldeia, do vale, uma pequena nuvem com bordas resplandecentes, tão resplandecentes que eu não conseguia tirar os olhos dela. Em volta, não havia nada no céu. Você se lembra, fazia um tempo magnífico. E, aos poucos, essa nuvem subiu até mim, no morro. Para minha surpresa, ela parou cerca de um metro do solo, ali, bem na minha frente ! Dentro da nuvem, havia duas pessoas, ou melhor, um vulto e uma pessoa. Eu não vi o rosto do vulto… Mas a segunda pessoa, com uma roupa que parecia um véu branco…

-e continua – Era Guy, nosso filho ! Bem vivo ! E mais que isso, ele falou comigo ! Ele disse: “Papai, sou seu filho Guy, que não se esquece de você. Sou feliz. Diga a todos que rezem pela paz… sobretudo a meu irmão, minhas irmãs e minha filha”. Vi que seus pés não tocavam o chão. Depois que Guy falou comigo, a nuvem elevou-se e foi em direção ao céu.

Quanto à vovó Ginette, atendida em suas súplicas além de toda expectativa, continua dizendo a cada dia:

– Meu Deus, o que fizemos para merecer tamanha graça ?

(retirado do livro Medjugorje anos 90 – O triunfo do coração – Editora Loyola – 2000)

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